Lista 6: Filmes baseados em livros

Vendo as mega-sagas literárias sendo adaptadas para filmes, podemos imaginar que a relação entre cinema e literatura é recente. Engano nosso, querido leitor. Esse namoro entre película e livros é longo, duradouro e parece não terminar tão cedo!

Seja pela superação do texto original, pela fidelidade ou pelo sucesso de público, apresentamos em nosso Top 6 com produções que talvez você nem imaginasse que viriam das páginas de um livro.

06. Os outros de Alejandro Amenábar (2001), baseado na obra de Henry James A outra volta do parafuso

Filmes e livros de terror e suspense já tem por missão causar calafrios. Quando a narrativa tem alguma criança então, a coisa piora muito. Imagine se ao invés de uma criança, fossem duas? A outra volta do parafuso, expressão idiomática inglesa, que intitula a obra de Henry James quer dizer exatamente isso: vamos “apertar” o terror uma vez mais, dando-lhe mais uma volta.

A história do filme traz pouco de sua original, mas é possível vermos inspirações claras em cenas do longa, assim como a mesma atmosfera criada pela publicação.

A película também é um exemplo de como atores medianos conseguem atuações primorosas quando bem orquestrados, certo Dona Nicole Kidman?

05. Bonequinha de Luxo de Blake Edwards (1961), baseado na novela homônima de Truman Capote

A comédia romântica que possivelmente coroou Audrey Hepburn como um símbolo de elegância é realmente sutil ao narrar, assim como podemos desconfiar lendo o título em português, a vida de uma prostituta. O texto de Capote, nesse sentido, foi preservado: Holly não é apontada pelo autor vulgarmente como uma profissional do sexo e, muito mais que no filme, percebemos que sobre uma camada de superficialidade, temos uma personagem complexa e bem lúcida em relação aos seus atos.

O livro, além da novela, traz outros três contos: Uma Casa de Flores, Um Violão de Diamante e Memória de Natal.

04. Louca Obsessão de Rob Reiner (1990), baseado no romance homônimo de Stephen King

Pense no que aconteceria com Stephenie Meyer se ela resolvesse, por angústia ou diversão, matar Edward, o vampiro que brilha. Imagine o número de fãs alucinadas que tentariam arrombar a casa dela, gritando. No auge da histeria, seria possível que alguma das moças viesse a, sei lá, quebrar uma perna da autora com um machado… Sim essa é a história de Louca Obsessão, a adaptação que rendeu o Oscar de Melhor Atriz a Kathy Bates, no papel da fã maluca.

 

03. O Bebê de Rosemary de Roman Polanski (1968), baseado no romance homônimo de Ira Levin

Realmente gosto de A outra volta do parafuso de Henry James, mas ainda não consegui me sentir tão aterrorizada e confusa quanto ao ler O Bebê de Rosemary. Além do terror psicológico – mantido em sua contraparte áudio-visual – alguns questionamentos vão além, englobam egoísmo, sucesso e maternidade. Recomendadíssimo.

02. Entrevista com o Vampiro de Neil Jordan (1994), baseado no romance homônimo de Anne Rice

Em 2011 foi feita uma votação entre os leitores aqui do Refri para decidir quais eram Os melhores Vampiros do Cinema. Entre os cinco primeiros ganhadores, três deles eram baseados em obras de Anne Rice, sendo que dois tinham dado vida a mesma personagem: Lestat de Lioncourt. Isso só prova que um vampiro precisa ser mais do que apaixonado, ele precisa ter carisma.

Com um elenco estrelar e a implicância da autora, que também foi responsável pelo roteiro, ao ter Tom Cruise como sua personagem mais ilustre, Entrevista com o Vampiro tem o tipo de adaptação que agrada aos fãs (inúmeros na época de seu lançamento): não fere a obra original, mas é desculpada pelas licenças poéticas tomadas pela mudança de mídia.

01. O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola (1972), baseado no romance homônimo de Mario Puzzo

Assim como Anne Rice em Entrevista com o Vampiro, Mario Puzzo esteve a frente da adaptação de seu romance O Poderoso Chefão, dirigido maravilhosamente por Coppola. Ler a obra e assistir ao filme traz, ao mesmo tempo que o segundo se mantém fiel a história do primeiro, duas experiências diferentes: a narrativa de Puzzo no romance tende a fazer movimentos que no filme, pelo menos naquele momento histórico do cinema, não seria permitido. Normalmente quando algo muito impactante acontecia, primeiro descrevia-se o ocorrido, depois explicava-se como as coisas chegaram naquele ponto. Quando uma personagem muito importante para a trama morre, somos tomados por um susto, pois o cadáver nos é mostrado sem preparação. Depois que vemos o fato, nos é narrado os acontecimentos que levaram a esse.

Já no filme, Coppola dá-nos uma aula de cinema: os simbolismos que podem ter uma laranja e um batizado, por exemplo, podem ser inúmeros.

Deliberadamente não comentarei sobre o elenco, que dispensa qualquer tipo de comentário.

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