Lista 6: HQs para ler na quarentena (Amazon Prime)

Todo mundo em casa? Espero que sim!

E, estando em casa, pode ser que você tenha aquela maldita sensação de já ter zerado o catálogo da Netflix e de outros serviços de streaming. Angustiado, pode parecer que a única coisa que resta é reprise de novela e BBB, mas venho dizer-lhe que não, Pequeno Gafanhoto! Principalmente  ? – durante esse período que todo mundo está longe para poder ficar perto 😉

Antes, vamos a um pequeno tutorial

Quem tem a Amazon Prime, além do Prime Video e do frete grátis, existem dois outros serviços: o Prime Music e o Prime Reading. Confesso que quando acessei pela primeira vez o tal do Prime Reading, fiquei decepcionada: a maioria dos livros eram aqueles publicados de forma autoral (uma infinidade de pseudos Cinquenta Tons de Cinza), mas quis olhar todo o catálogo. Foi aí que um pequeno oásis se abriu!

Sem mais enrolação, para acessar os títulos, siga os seguintes passos:

  1. Faça login na sua conta da Amazon e acesse o serviço Prime Reading;
  2. Depois disso, clique no link Navegue pelo catálogo;
  3. Se você estiver acessando de dispositivos mobile, faça o filtro por HQs, Mangás e Graphic Novels. Se for de um computador, ao lado esquerdo você encontrará um menu intitulado como Mostrar resultados para, clique na mesma opção (HQs, Mangás e Graphic Novels);
  4. Pronto!

E quais são os títulos?

Tem muita coisa: de Batman: Ano Um a Lumberjanes. Na lista abaixo, privilegiei histórias completas ou que se esgotam no volume disponível (arco)

Reino do Amanhã

Com um mundo cada vez mais tomado de super-seres – sejam heróis ou vilões – alguns códigos de ética parecem ter ficado no passado. Quando o herói em ascensão Magog é inocentado da morte do Coringa – após esse ter assassinado todos os funcionários do Planeta Diário, incluindo Lois Lane – por aclamação popular, Superman decide se aposentar e ficando recluso durante anos na Fortaleza da Solidão. Um acontecimento, porém, o fará voltar a ativa e retomar seu lugar de grande herói.

Não importa o que dizem por aí: a história escrita por Mark Waid não é só a melhor do Superman como é um clássico. A arte ultrarrealista de Alex Ross faz parecer que a qualquer momento iremos tropeçar em um Lanterna Verde ou no Flash no mundo real.

X-Men: A saga da Fênix Negra

Em uma missão espacial, os X-Men descobrem que a proteção contra radiação da espaçonave está comprometida. Nessas condições, Jean Grey decide sacrificar-se pelos amigos ficando sozinha no cockpit da nave, para tentar trazê-la para a Terra.

Durante o percurso, as barreiras telecinéticas de Jean começam a enfraquecer e, ao implorar ajuda, é ouvida pela Força Fênix que mudará para sempre a vida de todos!

Escrita por Chris Claremont e com arte de Dave Cockrum e John Byrne, a Saga da Fênix Negra certamente é o arco mais popular dos mutantes mais famosos do universo Marvel. Resultado desse sucesso é não uma, mas duas adaptações vezes para o cinema. Qual delas é a melhor? Vá por mim: nesse caso, fique com o original!

Batman: Ano Um

Ao terminar a mega saga Crise das Infinitas Terras a DC decidiu recriar a origem de seus heróis. Frank Miller, responsável pela fantástica O Cavaleiro das Trevas de 1986, aceita o desafio criando duas narrativas paralelas: uma contando como Bruce Wayne tornou-se o Homem Morcego e a outra a trajetória de James Gordon no Departamento de Polícia de Gotham City. Batman: Ano Um conta, além do texto de Frank Miller, com a arte de David Mazzucchelli e as cores de Richmond Lewis.

Durante a história, assim como em versões anteriores, Bruce Wayne assume o seu alter-ego motivado pela vingança pela morte de seus pais. Já James Gordon, chantageado por causa de um relacionamento extra-conjugal com uma colega de trabalho, conta para a esposa sobre a traição, mantendo-se incorruptível.

Patrulha do Destino: Rastejando dos escombros

E existiu a Era Grant Morrison em Patrulha do Destino, sendo Rastejando dos escombros seu primeiro grande arco. Nele, o roteirista resgata personagens com o Chefe, o Homem-Robô, o Vendaval e o Homem-Negativo (agora Rebis), acrescentando outros como Kay Challis, a Crazy Jane (que possui múltiplas personalidades e cada uma delas tem um poder diferente) e Dorothy Spinner (uma garota com feições símias que pode tornar físico coisas que imagina).

Aqui, nossos heróis são confrontados com Homens-Tesouras que somem com as pessoas, deixando apenas o espaço vazio que elas ocupavam no momento que foram “recortadas”. Esses vilões são oriundos de uma cidade fictícia criada por intelectuais e filósofos, e parece estar se misturando e sugando a nossa realidade.

Quanto a arte, essa fica por conta de Richard Case, que não se sobressai, mas impressiona por conseguir dar vida as alucinações (não consigo encontrar outro adjetivo) de Morisson. E isso já é um grande feito!

Fábulas: Lendas no Exílio

João – aquele, do Pé-de-Feijão, sabe? – vai até o Xerife da Comunidade das Fábulas, Bigby Lobo – sim, aquele lobo, da Chapeuzinho Vermelho, dos Três Porquinhos – contar que a irmã da Branca de Neve, Rosa Vermelha, pode estar morta. Bigby e Branca de Neve, Vice-Prefeita da Cidade das Fábulas,  seguem para o apartamento encontrando-o revirado com sangue no chão e nas paredes e sem sinal de Vermelha. A partir daí vemos uma história de mistério, recheada daquela sensação de familiaridade provocada por personagens que nos acompanham desde a tenra infância como o Príncipe Encantado, Barba Azul, Pinóquio, entre outros.

Lumberjanes – Cuidado com o Sagrado Gatinho

Vamos sair um pouco dessa vibe DC/Marvel?

Na superfície, daria para resumir Lumberjanes de uma forma bastante simplista como: um grupo de escoteiras, em um acampamento radical, que encontram seres sobrenaturais, mas a criação de Noelle Stevenson (que também deu criou Nimona e é a responsável pela reestruturação de She-Ra) é muito mais que isso. Com um subtexto forte sobre identidade e amizade, Lumberjanes vai fazer você querer tomar parte dessa aventura.

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