Ontem, sem The Beatles

Sempre gostei de filmes, mas se devo à alguém minha paixão por Cinema, este alguém é Danny Boyle.

Outros diretores como Steven Spielberg, George Lucas e Francis Ford Copolla eram fáceis de gostar, porque eles povoavam a minha TV desde a infância. Perdi as contas de quantas vezes assisti Indiana Jones, E.T., Guerra nas Estrelas, O Poderoso Chefão… Danny Boyle, porém, conheci de forma quase clandestina, no ano de 1998, numa salinha em que se apertavam umas 30 pessoas no Centro Cultural São Paulo. O filme? Trainspotting.

Era tudo diferente: a luz, os cortes, os ângulos de câmera… Saí não só impactada, como querendo mais. Resultado: assisti tudo o que encontrei e tudo o que ele produziu depois disso. Assim chegamos a Yesterday.

Quando encontramos Jack Malik (Himesh Patel) ele está no momento do grande dilema de qualquer aspirante a Rock Star: desistir de tudo e trabalhar em tempo integral em outra coisa ou continuar tentando. Quando Jack decide por um fim a sua carreira, ele é atropelado por um ônibus por causa de um apagão de poucos segundos, mas que teve escala de mundial. Em sua recepção de boas-vindas, ele ganha de sua amiga e agente Ellie (Lily James) um violão e decide tocar “Yesterday”. Todos ficam estupefatos com a qualidade da música e nenhum deles se lembra que essa foi composta pelos Beatles.

Yesterday é sobre sucesso, fama, honestidade e, principalmente, sobre como valorizar o que já se tem e que, talvez, a vida seja mais simples que imaginamos. Piegas? É sim, mas é um piegas com trilha sonora dos Beatles, que entra fácil na classificação de “filme fofo” do ano. Quem diria Danny Boyle…

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